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    Maio/10/2008 

    Historial do Rancho

    Fundado a 10 de Setembro de 1993 o Rancho Folc. Etnog. Danças e cantares da Alta Estremadura é uma representação etnografica da região de Leiria e da Alta Estremadura


    O Rancho F.E.D.C da Alta Estremadura está inserido na Associação Portuguesa As Cantarinhas com sede na Vila de La Queue en Brie-Val de Marne,  vila situada a 21 km de Paris para Este


     O Rancho F.E.D.C da Alta Estremadura  éfectuou a sua primeira actuação a 28 de Novembro de 1993 na Vila de Achères (Yvelines) e desde então tem estado em plena actividade. 
    A 24 de Novembro de 1994 recebeu o Rancho Folclorico dos Soutos-Caranguejeira-Leiria para  apadrinhar o grupo e participar no seu primeiro aniversàrio, ão longo destes 15 anos  tem efectuado vàrios intercambios culturais com vàrios Ranchos Folclóricos de Portugal, Almanhã e França onde jà recebeu o R.F dos Soutos, Leiria, R.F de Macieira de Cambra-Val de Cambra , R.F de Tabuadelo-Guimarães, R.F São Guilherme  de Santa Catarina da Serra –Leiria, participou no  ano de 2000 no Festival Internacional de Folclore em Kaisserlauterm–Almanhã, tem participado em inumeros festivais nacionais e jà participou em 28 festivais internacionais de Folclore.
     

    A 15 de Agosto de 1998 participou no festival de Folclore em Val de Cambra em comemoração ao dia do emigrante e das cumunidades Portuguesas, a convite do R.F de Macieira de Cambra e da Camera Municipal de Val de Cambra, participou também no dia 11 de Agosto de 2002 no festival de Folclore em Tabuadelo a convite do R.F São Cipriano de Tabuadelo-Guimarães.
     
    O Rancho F.E.D.C da Alta Estremadura é membro  éfectivo da Federação Nacional do Folclore Português desdo o dia 7 de Outubro de 1999 é membro da Associação Folclorica de Leiria-Alta Estremadura com sede em Leiria.

     O Rancho F.E.D.C da Alta Estremadura é portador dos usos e custumes  das gentes do  norte da Estremadura designada  por Alta Estremadura do principio do século XX, com  trajos muito caracteristicos das gentes Alto Estremenhas onde se destacam vàrios trajes  que representam varias classes sociais tais como como os Noivos Remediados no dia do casamento, Lavradores Abastados e Remediados, Criança, Trabalho, Feira, Ver Adeus,  Domingar Pobre, Remediado e Rico, de Festa e Romaria, do Pastor, Almocreve, Peixeira da Vieira de Leiria, a tocata   è constituida com  acordeons, violas, cavaquinhos, medida de vinho tanguida por um abano, cana rachada, ferinhos, reco-reco, cantadeira, cantador e coro, apresenta  danças e cantares bem Estremenhas, algumas de inspiração Palaciana, outras de influências Ribatejanas e Beirãs devido a Alta Estremadura estar numa zona fronteiriça com estas regiões,bailam-se modas de roda, de salão, de recreio, de trabalho, alusivas ao amor, santos pupolares etc etc etc…. destacam-se assim a Xixara, A Parra da Uva,  Fadinho, Verde Gaio, Laranjinha, Dobadoura, Eu vi o melro, Valseado de Leiria, Moda a dois passos, Fado da Serventia, Ciranda, Canivete Dourado, Fado Batido, Vira das Cavacas, Fandango Estremenho, Vou là dentro vou ciar, Custureira, Fado Mandado, Valsa das Laranjeiras. 
     

    O Rancho F.E.D.C da Alta Estremadura organisa anualmente no mês de Outubro um Festival Nacional de Folclore a comemorar o seu aniversàrio, organisa também vàrios encontros culturais, folcloricos , etnograficos e gastronomicos ou longo do ano na Vila de La Queue en Brie.
    Actualmente è composto por 42 elementos desde a tocata, cantata, bailadores, e figurinos.

     
    O Rancho F.D.C da Alta Estremadura gravou um CD  intitulado DA SERRA AO MAR.
     
    Admin · 856 vistos · Deixe um comentário

    Maio/10/2008 

    Enssaios do Rancho

    Os enssaios do Rancho decorrem todas as terças feiras à noite, das 21h até as 22h30 no Gymnase(polidesportivo) La Hall des Violettes, rue Louis Aragon mesmo ao lado do colégio Jean Moulin na vila de La Queue en Brie.

    Se gosta das nossas tradições e adora dançar, cantar ou tocar um instrumento tradicional pois venha ter conosco é bem vindo e o ambiente é caloroso, pois cà vos espero,
    sobretudo presizamos de 3/4 rapazes.
     
    A urgência maior é um acordionista ou tocador de concertina, se ouver alguem interessado que entre em contacto com o presidente é mesmo com urgência.

    Admin · 976 vistos · Deixe um comentário

    Maio/20/2008 

    Usos e custumes das Gentes Alto Estremenhas

    Algumas notas de um estudo etnografico da Alta Estremadura



    A região etnografica da Alta Estremadura vai de Pombal até Peniche e de Ourém até ão mar, pois Pedro Homem de Melo batizou esta região por Alta Estremadura, os usos e costumes das suas gentes são variadissimos, vou começar pelas casas, casa de adobe e de taipa, paredes caiadas, cantarias de calcario, varandas alpendradas, ou pequenos alpendres a abrigar as entradas das portas, no telado telha de canudo de barro, chaminés largas, no interior era formado pela casa de fora(sala)cozinha, dois quartos, nas paredes da casa de fora avia invariavelmente o registo de santos, uma candeia de azeite,nalgumas o espelho,um relogio de parede(nem todas as casas o tinham), uma mesa, uma ou duas arcas cobertas por panos de chita, e com certa frequencia um oratòrio.
    Na cozinha a lareira com o guarda fogo ou archete, à frente a chaminé numa trave de madeira e esta apoiada numa coluna de madeira ou de pedra(mourao), candeia na cheminé, banco corrido e baixo ao longo da cheminé ou pequenos banquitos para se sentarem au lume, panela de ferro assente em tres pés ou suspenssa numa corrente ao lume onde se cozinhava, messa e bancos de madeira, cantareira com lugar ajeitado para colocar os cantaros da agua, e com preteleiras para guardar a loiça, armario de rede onde guardavam as sardinhas salgadas, toucinho com sal ou chouriços, pão ou a broa.
    Nos quartos , normalmente o das filhas, sempre sem janela, camas de madeira com roda pé rendado,colchão de palha ou de camisas de milho, mantas de retalhos e cobertores feitos de lã de ovelha a cobrir as camas, arcas para a roupa, registo de santos ou crusifixo nas paredes, candeia de azeite, lavatorios de bacia, balde e jarro para a agua, retretes no exterior da casa em pleno campo, barraco de madeira so para fazer as neçessidades maiores, muitas das vezes éra no patio dos animais.
    Anexos as casas , o patio com os comodos onde se guardava os animais, onde avia a adega, o lagar, o forno para cozer o pão ou broa, o palheiro onde se guardava a palha para os animais.
    È curioso anotar que os filhos rapazes a partir de uma certa idade passavam a dormir no palheiro em cima da palha cobertos por mantas retalheiras.

    Como aconteçe em toda a região de Pombal até Peniche, hà uma sequencia de montes e vales e a proximidade do mar, que se faz sentir muito para alem do clima, dão ao povo Alto Estremenho caracteristicas muito marcantes, não é gente serrana, nem da planicie, sendo simultaniamente ambas as coisas, ao mesmo tempo é gente do litoral em que a faixa do mar penetra pelos ariais que se estendem até bem perto das serranias de Aire e Candeeiros.
    Desconheçendo-se completamente as origens deste povo, sabe-se pois que hà influencias vindas de outros regiões do pais devido as emigrações no trabalho sezunal.

    O modo de trajar nos finais de século XIX pricipios do de XX éra adaptado ao clima, ao trabalho, as diverssas funções de cada um, aos dias solenes, de festa, de domingar, de casamento, de romaria etc, etc e evidentemente com as posses de cada um, gente pobre ou até remediada andavam descalços, as mulheres com canos de lã( meia sem pé), e saias alteadas nas tarefas do campo ou caseiras e nas longas caminhadas a pé, o lénço que tinha preçeito de se colocar no trabalho, na festa, nos dias de ver a deus e no desgosto, o chapelinho janota e de prato, nos momentos mais solenes, como agasalho uma saia de cobrir oas costas, na mulher mais abastada todo o luxo estava no ouro de trazer ao peito, ouro quantas as vezes adquirido com economias que se tiravam à boca, usavam capas e xailes e tecidos mais caros.
    O homem vestia jaleco e calça à boca de sino, o barrete que as vezes servia de aljibeira, com borla pendente pelas costas ou de lado, ou usava chapéu de aba larga de 12 cm, quando se calçava para os dias de ver a deus ou romarias, calçava botas de cabedal com tação de prateleira, a cinta enrulada à cintura, no trabalho para o proteger dos esforços nos dias de festa para o enfeitar, para quaquer lado que o homem se diriguia era acompanhado do vara-pau ou chapéu de 12 varetas, o vara-pau muitas das vezes éra utilizado no tão popular jogo do pau, que muitas vezes atè fazia vitimas.

    Nos dias de festa, homens, e mulheres bailavam muito o fandango, as modas a dois passos, os viras, os bailaricos, os fadinhos e tantas outras, tudo sem batimentos bruscos e sem levantar demasiado o pé nem cruzar as pernas, cantava-se todo o ano, modas proprias de cada estação , quadras dedicadas aos trabalhos, ao amor e tudo saia espontanio da boca do povo, na quaresma, deixava-se para o lado as cantigas breijeiras, os bailharicos que éram substituidas por canticos profanos, homens e rapazes corriam as noites as aldeias a cantar pras almas santas,
    as flautas, as violas, os armonios, a gaita de beiços é que faziam animar as eiras, as casas de fora, os adros das igrejas, os terreiros, tudo bailava até altas horas da madrugada ou até ao sol por, as filhas sempre acompanhadas pelas mães so bailavam se a mãe consentisse.
    Comia-se a carne do porquito, as vezes uma sardinha éra dividida por 3/4 pessoas , nos dias mais solenes matava-se um coelho ou uma galinha, as mulheres que andavam de regimento davase-lhes caldos ou sopas de galinha.
    Pela Pascoa reçebia-se o padre , na casa de fora que benzia a casa e o recheio e familia, no dia de todos os Santos a criãnçada andava de porta em porta a pedir o bolinho dizendo " ò tia dà o bolinho em louvor dos seus santinhos" e de dentro da casa respondiam , "dou" , entao nesse dia éra dado as criãnças bolos que tinham sido cozidos no dia anterior no forno, castanhas, nozes ou tremoços e là ia a criãnçada toda contente percorrer todas as casas da aldeia.
    O povo desta região éra muito romeiro e crente, pois faziam proméssas à Senhora da Nazaré, ao Sr Jesus dos milagres e a varios outos Santos que se festejam na região pois saiam de casa logo pela manhã cedo com o merendeiro à cabeça, as vezes iam no carro do burrito, ai assistiam à missa e pagavam as suas promessas, as vezes ofertando uma fogassa , ou dinheiro, depois de pagarem as suas promessas em cada canto avia lugar para o baillarito(como os nossos antepassados diziam), os rapazes deitavam no olho as moças e pediam as suas mães para as acompanhar até a casa , ai se formava mais um namoro que depois dava em casorio.
    Nos dias de domingo e nas festas e romarias o povo aranjava sempre divertimentos, como o jogo da malha, a paulada ao ovo , a corrida de frangos e tantas outras, qualquer coisa servia para fuliar e reinar, no dia de são Martinho ia-se à adega e provava-se o vinho e comia-se castanhas assadas, na noite de natal comia-se couves com bacalhau e iam todos à missa da meia noite missa do galo.

    Aqui deixo um pequeno apontamento de alguns usos e costumes do povo Alto Estremenho pois muito ficou por escrever mas este topico esta-se a tornar longo de mais .

    Um abraço para todos
    Silvino Ferreira

    Admin · 316 vistos · Deixe um comentário

    Maio/22/2008 

    *Quinta-Feira da Ascensão*quinta feira da espiga*

    Um dos costumes tradicionais na quinta feira de Ascensão na Alta Estremadura éra o dia da Espiga.

    Pois este dia éra dia santo de guarda, era o dia mais sacralizado de todos os dias santos, pois deixava-se o pão partido de um dia para o outro, e até se deixava a ração dos animais preparado de vespera, pois os antigos até diziam que nesse dia nem os passarinhos iam ão niho levar de comer aos seus filhos, pois nesse dia RANCHOS de rapazes e raparigas, criãnças e adultos, iam para os campos com os seus merendeiros, para ai folgarem e então apanhar a tradicional ESPIGA.

    Pois a espiga éra constituida por um ramo de flores silvestres como a papoila,o malmequer, um pedaço de ramo de oliveira encachoado, ramo de vinha encachoado,uma espiga de trigo com pragana, depois de apanhado o ramo comia-se e bebia-se ,cantava-se e bailava-sse por entre arvoredos, assim se formava mais um namorico, e tudo convivia num ar armonioso e fraterno,pois prolongava-se até final da tarde, a noitinha regrassavam as suas casas todos felizes e iam colocar o ramo ao pé da imagem de santos que tinham na casa de fora(sala).

    Quadras dedicadas para o dia da Espiga


    Hoje e o dia da espiga
    quinta feira da Asçensão
    assubiu Jesus ao çeu
    para nos dar a salvação

    Pra nos dar a salvação
    seguimos a moda antiga
    é dia santo de guarda
    vamos apanhar a espiga

    Ajunta-se o RANCHO às pedras
    com os seus farneis e barris
    dos calços até aos oirigos
    é todo um cantar feliz

    È todo um cantar feliz
    mesmo ao lado da lameira
    vamos apanhar a espiga
    a ver quem ganha a primeira

    O arraial é aqui nas hortas
    à sombra dos pinheiros
    hoje é dia de alegria
    botem musica hò gaiteiros

    Botem musica hò gaiteiros
    a quem tem melhor tocar
    viva a bela brincadeira
    até o dia acabar

    A tarde passa depressa
    jà o sal nos disse adeus
    jà cà tenho o meu raminho
    cada qualque leve o seu

    Cada qual que leve o seu
    na hora da despedida
    adeus rica brincadeira
    jà cà levo a minha espiga

    Jà cà levo a minha espiga
    o meu lindo ramo bento
    cà o levo e là o ponho
    da minha porta para dentro


    Um abraço a todos
    Silvino ferreira
    Admin · 1440 vistos · Deixe um comentário

    Maio/22/2008 

    Apontamento sobre a història dos Xailes

    Apontamento sobre a història do Xaile

    O uso do Xaile é jà muito antigo, pelo menos no Oriente, as mulheres ocidentais esqueçeram o seu uso, pois a palavra xale ou xaile não apareçe na nossa lingua, se não em principios do século XIX, é na 2 édição de Antonio Morais da Silva de 1813 que tal se observa, quem tem uma origem oriental é opinião incontroverssa, pareçe ter sido a Caxemira o seu principal centro productor, disso hà numerosos testemunhos .

    O uso do Xaile pareçe ter sido intreduzido na Europa por volta de 1798 por soldados Françeses que fizeram a campanha no Egipto, éram Xailes carissimos, pareçe que os mais finos se faziam de pelo de Cabra que existia no norte da India, este tipo de xaile ocupava, por vezes um tear durante perto de um ano.
    Em 1818, os Françeses, no tear Jacquard começaram a imitar o Xaile de Caxemira, a urdidura éra de seda, e a trama em pêlo de Cabra do Tibete e lã merina ou Australiana.

    Começaram a ser moda em França e Inglaterra ; em Portugal pareçe terem entrado lentamente ; os primeiros xailes teriam sido trazidos pelos capitães de navios que os ofereciam a suas esposas ; primeiramente serviram para ornamentação da sua sala de visitas, em seguida as senhoras começaram a apareçer em bailes envoltas nesses belissimos Xailes.
    As imitações começaram a fazer-se em França e Portugal, primeiramente ainda se mantinham a riqueza das cores e a beleza dos dezenhos tipicamente orientais, em seguida o seu uso foi-se divulgando, e qual quer matéria ou desenho servia para a sua confecção.

    Portugal foi o pais da Europa que mais tempo conservou o Xaile em moda, na classe popular podemos dizer, o Xaile não é inteiramente novidade, sempre a mulher camponesa usou pelas costas uma espécie de agasalho, primeiramente, usava uma saia dubrada, em seguida capa ou mantéu mais artistico e finalmente apareçeu o Xaile de varios tipos e qualidade.
    Uma das causas que mais contribuiu para a difusão do Xaile foi a sua entrada ser feita numa época em que a industria de teçelagem se estava a desenvolver, o Xaile apareçe assim açessivel às bolsas populares e contribui tambem imensso para o desenvolvimento da nossa industria.

    Vàrios tipos de Xailes

    Xaile de Sarga-Liso em ponto de sarja, franja torcida, primeiramente, so em preto , depois outras cores e em xadrés , xaile muito popular e vendido por todo o nosso pais

    Xaile Barra Azul-Liso ou em ponto de sarja, franja em nòs, fundo escuro normalmente urdido em castanho e trama em preto, as barras eram em azul muito vivo, xaile popular, caracteristico da zona Centro do pais.

    Xaile Barra de Cetim ou Barinhas-Em ponto de cetim com barras noutro ponto de cetim, franja torcida e também com franja em cadeia de cor preto, xaile popular de todo o pais.

    Xaile Xadréz-Feito em estambre( fio de lã pentiada) em seda natural, em xadréz franja torcida, em preto e de varias outras cores, xaile da classe média.




    Xaile de Barra de Seda-Corpo em estambre e barra de seda , a barra era formada por vàrios dezenhos representando motivos populares, em preto e de outras cores, Xaile de cerimonia da classe média, este Xaile tambem podia ser fabricado em fio de algodão ou fibra vegetal(seneafil).

    Xaile Double-De sarja em lã cardada, façe principal em preto e outra de cor diverssa, xaile popular de agasalho no nosso pais.

    Xaile Mescla-Liso em sarja de lã fios de vàrias cores, xaile popular.

    Xaile de Flanela-Em lã cardada, vai à percea levantar o pêlo, em preto, azul e castanho, xaile popular de agasalho.

    Xaile Pirinéus ou Feltrado-De lã cardada ; pêlo aveludado liso, em vàrias cores, xaile de agasalho, as senhoras usavam-no muito nos serviços caseiros.

    Xaile Africano-Fio cardado fazendo relevos, em cores, com predominio do preto e cinzento, xaile de agasalho.

    Xaile de Cercadura-De lã cardada em ponto de sarga, a barra de fois de borbotos ou argolas,ou argolas ou borbotos, em preto e de cores, xaile popular para senhora de meia idade.

    Xaile de Argola Liso-Lã cardada a urdir, a tramar fio cardado e argola, em preto, argola pode ser preta ou de vàrias as cores, xaile popular, muito grosso e pesado, usado nas regiões nortenhas ou na beira mar.

    Xaile de Ramagem ou Relevo-Lã cardada e ramagem feita de fio de argola, duas façes , ambas em preto, ou uma preta e a outra em verde , azul e castanho, xailes populares mais para senhoras de classe média, xaile muito caro, xaile muito usado no norte do pais e zonas mais frias.

    Xaile de Argolinha-Em argolinha a urdir, em varias cores, xaile popular domingueiro, éra um xaile caro e unico vendido a peso, tinha entre um a dois quilos por volta de 1925 cada quilo custava 220 escudos éra usado por todo o pais e muito na moda na Beira Alta.

    Xaile de Linha-Era urdido com fio na trama em lã cardada ou penteada , em preto, xaile pesado e duro para as raparigas e mulheres de posição média.

    Xaile Primavera-Estambre a tramar e seda a urdir, ou de algodão e seda, de franjacadiada muito entrelançado, em vàrias cores e dezenhos, com prodominio do xadrez em preto e branco, xaile domingueiro das raparigas da zona de Coimbra e Aveiro.

    Xaile Tricana-Lã merinaestrangeira, franjas de seda muito compridas e entrelaçadas, vàrios dezenhos e vorias cores, sobretudo cores garridas, xaile de romaria muito usado nas zonas centro do nosso pais.

    Xaile Manta-Lã merina em ponto de tafetà, nao tem franjas é de vàrios tipos de xadrez em preto e branco, xaile domingueiro e de romaria usado mais nas mulheres casadas .

    Xaile de Merino-Em estambre de lã estrangueira, preto de cerimonia, muito usado nos casamentos, missa e dias de festa e no luto, xaile caro , usado pelas senhoras de meia idade.

    Xaile Tapete ou Fantasia-Em seda natural ou em fio de estambre, muito lavrado, cheio de dezenhos e cores representando animais, folhas, flores, frutos, e combinações geométricas, usado pelas senhoras da cidade de classe aborgesada, ou para ornamentação de salas
    Admin · 1229 vistos · 1 comentário

    Jun/21/2008 

    Parlengas infantis e jogos populares

    Parlengas infantis e jogos populares
    Olà amigos aqui vos deixo  alguns jogos infantis que se usaram hà muitos anos e que se vão perdendo no tempo pois temos o jogo do

    O Barqueiro

    pois éra um jogo em que participavam muitos miudos, dois deles "os barqueiros", virados um para o outro, com os braços esticados e erguidos à altura da cabeça e agarrados pelas mãos, fazem uma ponte sob a qual vai passar uma fila com os restantes miudos a agarraren-se pelos ombros, quando o ultimo passa sob a ponte, os barqueiros baixam os braços repentinamente ,para o reterem,enquanto ele tente esquivar-se para nao ser agarrado, tudo isto se processa ao som de uma cantiga

    Os da fila cantam
    Oh senhor barqueiro
    deixe-me passar
    tenho filhos pequeninos
    pra acabar de criar

    Respondem os barqueiros
    Passaràs, passaràas
    mas algum deixaras

    Repetem os da fila
    Passarei, passarei
    mas nenhum deixarei

    A medida que cada um da fila , é retido na ponte pelos barqueiros, deve-se colocar atras de um barqueiro a formar fila e assim susesivamente agarando-se pela cinta, por fim os que estao nas filas assim formadas, dum lado e do outro assim que forem todos retidos na ponte, cada fila puxa para seu lado para ver se os barqueiros largam nas mãos, pois quem ganha é a fila que consegiu soltar em primeiro as mãos dos barqueiros.


    Jogo do Pião muito popular
    Dezenhava-se uma circunsféra no chão, um jogava o pião para para o seu interior e o outro procurava com o seu pião tirar dai com o seu adversàrio.

    Pata choca
    Faz-se no chão uma poça, poen-se agua là dentro, hà um miudo com os olhos vedados que se dirige no sentido da poça, dezanha-se no chão uma baliza, este jogo é muito simples, se o concorrente de olhos vedados conseguir passar pela poça sem nela entrar com os pés, pois é o ganhador, pois se meter os pés la dentro perde e por isso se fica a chamar " PATA CHOCA"

    Parlengas infantis e jogos populares
    A criãnçada tambem tinha os seus brinquedos entao aqui descrevo alguns

    Aboneca de trapos
    A boneca de trapos éra feita geralmente dum pedaço de meia ou pano que se enxia de trapos, fazia-se a configuraçao da cabeça e do tronco com agulha e linha que tambem servia para dar forma à boca e ao nariz, acima do nariz se coziam dois botoes que éram os olhosn ajuntavam-se as pernas e os braços feitos do mesmo tecido, depois vestia-se a boneca as vezes com sobras de restos de tecido e ai estava a boneca de trapos pronta que éra um brinquedo das meninas.

    O ARCO

    O arco éra uma brincadeira muito usa pelos miudos , éra um arco do topo duma vasilha ou pipa, que os rapazes faziam rodar no chao, pois este arco éra empurrado por um arrame grosso( verguinha) com cerca de 80 cm de comprido, moldado à largura do arco na ponta a que este o encostava.

    CARRO de cana ou rodeiros

    Este carro é muito usual nos miudos nas representações dos nossos grupos, éra feito da seguinte forma , éra um carro feito com duas rodas de cortiça ou de madeira ligadas por um eixo de madeira onde se encaixa uma cana com 1,50/2m de comprido, o condutor com a ponta da cana oposta num dos ombros e com as maos numa espécie de aguiador, que éra uma pequena cana que atravessava a cana em forma de aguiador para rodar e diriguir o rodado.

    Admin · 1468 vistos · 1 comentário